quarta-feira, 5 de agosto de 2009

SE A MODA PEGA !!!



Jovem processa centro de ensino nos EUA por não ajudá-la a achar trabalho

Nova York, 3 ago (EFE).- Uma jovem nova-iorquina processou um centro de ensino por considerar que não a ajudou o suficiente a encontrar trabalho, e quer que a instituição lhe devolva os US$ 70 mil que pagou por seu título universitário.

O jornal "The New York Post" informou hoje que Trina Thompson, de 27 anos e desempregada, apresentou um requerimento perante uma corte do bairro nova-iorquino do Bronx contra o Monroe College.

Em seu processo, Trina argumentou que esse centro não lhe deu os conhecimentos e assessoria profissional que prometia, e que por isso não conseguiu encontrar trabalho nos quatro meses desde que terminou seus estudos em tecnologias da informação.

"Não se esforçaram o suficiente em me ajudar", lamentou no processo a jovem, que agora tem que pagar o empréstimo solicitado para financiar o curso e diz que a única fonte de renda da família, o salário da mãe como professora suplente, não permite que a família quite suas dívidas, afirma o jornal.

O centro de ensino especializado em estudos empresariais considerou, no entanto, que o processo não faz sentido algum e insiste em que sempre ajuda seus graduados a encontrar trabalho através de diversas iniciativas.

"O processo não tem base alguma. A escola está muito orgulhosa do excelente apoio para o desenvolvimento profissional que oferece a cada um de seus estudantes", disse Gary Axelbank, porta-voz do centro, em declarações ao jornal
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terça-feira, 4 de agosto de 2009

DANOS MORAIS.


04/08/2009 - 21h33
Justiça condena banco a indenizar cliente barrado por detector de metais

Colaboração para a Folha Online

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou o Banco Itaú a pagar uma indenização de R$ 3.000 por danos morais a um cliente impedido de entrar em uma agência bancária devido a um problema na porta giratória detectora de metais.

O autor da ação afirma que, mesmo após ter demonstrado que não carregava mais nada que pudesse acionar o detector de metais, o segurança impediu sua entrada na agência. Os desembargadores consideraram que houve "excesso por parte do preposto [segurança] do banco".

Mesmo admitindo a necessidade de medidas de segurança para o público em geral, para o desembargador Rogério de Oliveira Souza, da 6ª Câmara Cível, "tal situação não poderá gerar constrangimento e humilhação ao consumidor".

A assessoria do banco Itaú foi procurada, mas por se tratar de um processo judicial ainda em andamento, preferiu não se pronunciar.

MEDICINA E FÉ


Garoto que sofreu 'decapitação interna'' em acidente volta a dirigir

Um adolescente de 14 anos que sobreviveu a uma "decapitação interna" - ele teve o crânio separado do restante do esqueleto após um acidente com um carro de corrida - está de volta ao volante. Chris Stewart tinha 12 anos quando o Mini-cooper que dirigia se chocou contra uma barreira durante uma corrida júnior no condado de Hampshire, sul da Inglaterra, em setembro de 2006. Com o impacto, seu crânio e pescoço foram separados e a cabeça ficou presa ao corpo somente por pele e músculo. Em uma cirurgia que durou mais de seis horas, os médicos tiveram de usar pinos e placas de titânio para conectar novamente as duas partes. Foi o sexto caso conhecido de sobrevivência a esse tipo de incidente, disseram os médicos. Em situações semelhantes, os pacientes ficaram paralíticos. "A recuperação não pode ser descrita como algo menos que um milagre", disse a mãe do menino, Debbie, 43. Foram necessários nove meses para que Chris, cujas chances de sobrevivência não superavam 10%, voltasse a falar e se alimentar, já que sua língua também se partiu na base. Ele conseguiu a proeza de voltar a andar pouco depois do acidente, e agora o s médicos deram o sinal verde para que voltasse também ao banco do motorista. Mas a mãe o proibiu de dirigir carros de corrida. Chris já visitou três vezes neste ano uma pista de kart perto de sua casa. "É uma recuperação sem igual. Algo que nunca teríamos contemplado em setembro de 2006", disse Debbie. "Eu ainda tenho dificuldade de entender às vezes, e fico emocionada de estar perto dele sabendo que temos sorte de ainda tê-lo."


VEJA NA BBC BRASIL

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/08/090804_garoto_sobrevive_pu.shtml

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

TENTATIVA DE ESTELIONATO.


Inglesas presas por estelionato não pretendem processar Estado
Em estrevista a jornal inglês, elas disseram ter passado por pesadelo durante tempo que ficaram presas no Rio

Alexandre Rodrigues - O Estado de S.Paulo

RIO - O advogado das turistas inglesas Shanti Andrews e Rebecca Turner, ambas de 23 anos, disse nesta segunda-feira, 3, que as famílias delas não pretendem processar o Estado pelos supostos maus tratos que elas passaram no Rio. As duas ficaram presas por seis dias, acusadas de estelionato. "O que elas passaram acontece com todos os brasileiros que vão presos no País. Ninguém está pensando nisso", disse Renato Tonini, para quem houve exagero na manutenção da prisão delas por quase uma semana.


As duas foram detidas há dez dias sob a acusação de comunicar o falso roubo de suas bagagens. Para a polícia, um golpe para fraudar um seguro. Tonini pretende sustentar na Justiça a versão das inglesas de que cometeram um engano ao comunicar o roubo dos pertences, que policiais encontraram logo em seguida no albergue onde estavam hospedadas, em Copacabana, na zona sul do Rio. Se a condenação for inevitável, o advogado espera que a pena seja de até um ano de prisão, abrindo a possibilidade de pena alternativa.



As inglesas apresentam-se nesta terça-feira à Justiça do Rio para o início do processo. Elas responderão em liberdade, mas tiveram os passaportes apreendidos para não deixar o País até o julgamento. "Elas estão aliviadas, mas ainda preocupadas com o desfecho do caso", contou Tonini. A previsão é que o julgamento na 27º Vara Criminal do Rio aconteça dentro de um mês. Ele afirma que vai tentar a absolvição, mas espera que elas não tenham que cumprir pena mesmo se forem condenadas.



A pena para estelionato (artigo 171 do código penal) pode variar entre um e cinco anos de prisão. Como são acusadas de estelionato tentado, ou seja, que não se concretizou, o advogado diz que a pena sofre uma redução obrigatória entre 1/3 e 2/3. Se no final a sentença chegar a um período de até um ano de reclusão, a lei permite a conversão para multa ou serviço comunitário.



"Há a possibilidade de serem condenadas à prisão, mas eu diria que é remota", afirmou Tonini. "Se for aplicada uma pena média de dois anos e houver uma redução de metade, vamos para um ano. A pena de um ano permite a sua substituição por multa. Ainda que venham a ser condenadas, o pagamento de multa resolveria o problema e elas poderiam voltar à sua terra natal."



Os pais das duas jovens vieram ao Brasil e estão hospedados com as filhas num hotel da zona sul. O advogado informou que Rebecca e Shanti não querem dar entrevista, embora tenham conversado com a imprensa britânica. Ao Daily Mail, elas definiram os seis dias que passaram na prisão como "um pesadelo". Reclamaram da superlotação, da convivência com presas perigosas e das péssimas condições de higiene das carceragens da Polícia Civil e do presídio Bangu 7.



Tonini disse que as duas vêm de famílias simples. Um dos pais trabalha na construção civil na Inglaterra. O outro disse só ter podido vir ao Brasil recorrendo às economias que vinha juntando ao longo da vida. Hoje, com a ajuda de um intérprete, um oficial de Justiça fará a leitura da acusação para as inglesas, que não prestarão depoimento nesta fase. O consulado britânico no Rio informou que acompanha o caso e presta assistência consular à dupla. Procurada pelo Estado, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária não comentou as queixas das inglesas sobre o sistema penitenciário.

20/08/2009 - 16h31
Justiça mantém retidos passaportes de inglesas condenadas por golpe no Rio

DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

Atualizado às 17h45.

Desembargadores da 5ª Câmara Criminal do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio) decidiram nesta quinta-feira que os passaportes das britânicas Shanti Simone Andrews e Rebecca Claire Turner, ambas de 23 anos e graduadas em direito, permanecerão retidos no país até o final da pena.

Ontem, as jovens foram condenadas a prestar serviços comunitários durante um ano e cinco meses pelos crimes de falsidade ideológica, falsa comunicação de crime e tentativa de estelionato. Elas foram presas no Brasil no mês passado por terem forjado o roubo de suas bagagens durante uma viagem de Foz do Iguaçu (PR) ao Rio.





VEJA MAIS :

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3903478-EI5030,00-Turistas+inglesas+relatam+inferno+vivido+em+prisoes+do+Rio.html

ADOLESCENTE MORRE DURANTE VOO


A ADOLESCENTE JACQUELINE RUAS


Excursão de adolescente que morreu em avião tinha criança com gripe suína; teste da garota deu negativo, diz agência
Silvana Salles
Do UOL Notícias
Em São Paulo
O diretor-executivo da agência de turismo Tia Augusta, Luis Felipe Fortunato, disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira (3) que uma criança que participou da mesma excursão que a adolescente Jacqueline Ruas, 15, que morreu durante um voo entre a Flórida e São Paulo, teve gripe suína. O menino de 11 anos teve resultado positivo no teste aplicado em Orlando, nos Estados Unidos. Jacqueline teve resultado negativo no teste. Outros jovens também apresentaram sintomas de gripe durante a viagem, mas não foram diagnosticados com o vírus da influenza A (H1N1).

A criança diagnosticada com a gripe A estava acompanhada pelos pais e voltou a passear com o grupo após 48 horas afastada para repouso, por apresentar melhora rápida dos sintomas. O diretor executivo da agência afirmou que casos de gripe foram comuns entre sul-americanos que viajaram para a Disney World nesta temporada.
O corpo de Jacqueline Ruas foi enterrado nesta manhã no Cemitério das Lágrimas, em
São Caetano do Sul (SP)

Veja foto ampliada
UOL Notícias


Segundo Fortunato, Jacqueline recebeu atendimento médico duas vezes. Na primeira, a médica americana que a atendeu considerou que a menina apresentava um quadro de gripe. Ela foi orientada a tomar o antiviral Tamiflu e um antibiótico. Posteriormente, na madrugada do dia 31, ela deu entrada no Celebration Hospital - Florida Hospital reclamando de falta de ar, realizou o exame para o vírus A (H1N1) e tirou radiografia do tórax. O teste deu negativo, a jovem foi diagnosticada com princípio de pneumonia e liberada pela manhã.

Ainda segundo o diretor-executivo da agência, os médicos americanos sabiam que a adolescente era estrangeira e deveria seguir viagem no dia seguinte ao atendimento, mas não houve nenhuma restrição ao embarque no avião da Copa Airlines. "Não havia restrição médica para seguir viagem. Temos que nos ater a recomendações médicas", disse.

Jacqueline morreu devido a uma parada respiratória dentro do avião, cerca de uma hora antes de a aeronave pousar no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Uma das guias responsáveis pelo grupo teria oferecido uma cadeira de rodas à jovem durante a conexão no Panamá, depois de ela dizer que sentia fraqueza. Não foi procurada ajuda médica durante o intervalo da troca de aviões no país da América Central.

"Fizemos tudo o que estava ao nosso alcance [para ajudar Jacqueline]. Ela recebeu atendimento médico de um hospital de referência e estava sempre acompanhada pelas guias turísticas", disse Fortunato. Mais sobre o vírus

Especial Gripe Suína
Infográfico: Sintomas, formas de contágio e focos da gripe
Tire dúvidas sobre a gripe suína


O responsável disse ainda que a companhia aérea não foi informada sobre o diagnóstico de pneumonia de Jacqueline no embarque nos Estados Unidos porque a menina parecia se sentir bem.

Doença em voos
Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), é necessário comunicar qualquer problema de saúde à companhia antes de embarcar no Brasil, mas cada país tem uma regulamentação própria a este respeito.

De acordo com Clystenes Odyr Soares Silva, professor de pneumologia da Unifesp, não existe nenhuma restrição oficial para pacientes que sofrem de pneumonia viajarem de avião. Porém, viagens longas não são recomendadas porque não há como procurar ajuda médica durante o trajeto.

"A pneumonia é uma doença que pode ter evolução surpreendente, tanto para melhor quanto para pior. Por isso, é melhor ficar em casa e viajar depois de melhorar", diz Silva. Além disso, diz o médico, a baixa oxigenação da cabine do avião pode causar desconforto a quem está doente.

A quantidade de oxigênio no ar dentro de uma aeronave civil é semelhante àquela encontrada aos 2.000 metros de altitude acima do nível do mar. Pneumologistas dizem que a diferença não é percebida por pessoas saudáveis, mas passageiros com problemas respiratórios a sentem.

Segundo Carlos Carvalho, supervisor de pneumologia do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), pode ocorrer baixa oxigenação do sangue em pacientes com pneumonia extensa. Por isso, complicações fatais em pacientes com pneumonia são raras, mas possíveis. Na pneumonia causada por bactérias, uma possibilidade é a pessoa ter um vazamento de ar para fora do pulmão, causada por uma bolha de ar estourada. O ar que escapa dos alvéolos vaza para a pleura e espreme o pulmão, causando falta de ar.

"Em princípio não há nenhum problema em uma pessoa que tem pneumonia viajar de avião", diz ele. "Mas é pouco provável uma pessoa com pneumonia extensa ser liberada para viajar."

Luis Felipe Fortunato, da Tia Augusta, disse que um ofício seria enviado ainda hoje ao Ministério da Saúde, à embaixada dos EUA no Brasil e ao Florida Hospital para pedir o envio dos resultados dos exames a que Jacqueline foi submetida, em uma tentativa de entender os procedimentos do centro de saúde americano. Ele diz que leis federais do país obrigam os médicos a encaminhar os resultados somente à família do paciente.

Fortunato disse ainda que a empresa deve se reunir nos próximos dias com a família da menina para prestar solidariedade.
UOL ONLINE 03/08/2009 - 19h48

domingo, 2 de agosto de 2009

TORCIDA ORGANIZADA ???


Diretor do Corinthians, Mário Gobbi é agredido por torcida organizada
Do UOL Esporte
Em São Paulo

Mário Gobbi foi atingido no braço e rosto por uma cadeira arremessada por torcedor
O Corinthians voltou a sofrer com a irritação de alguns torcedores. No último sábado, o diretor de futebol do clube, Mário Gobbi, afirmou ter sido agredido por membros de uma das principais torcidas organizadas na sede alvinegra.

Durante um evento de taekwondo no Parque São Jorge, a sede do clube foi aberta para não-associados. Após conversar com conselheiros, Gobbi se dirigia ao banheiro quando foi xingado por membros de uma das organizadas.

O dirigente assegura não ter reagido às provocações, mas na sequência foi atingido por uma cadeira. O objeto acertou seu braço e resvalou no rosto. Ele não precisou de atendimento médico.

A insatisfação de parte da torcida corintiana já ficou clara há alguns dias. No triunfo sobre o Vitória no Pacaembu, no último dia 23, Gobbi e o presidente Andres Sanchez foram alvos de críticas por parte da maior organizada. Na última sexta, outra torcida foi ao Parque Ecológico do Tietê mostrar seu descontentamento.

FLÁVIO PRADO VÊ ATO DE BANDIDAGEM
PACAEMBU E ATAQUE INÉDITO: ARMAS ALVINEGRAS
NOVA 'SOMBRA' PARA MELHORAR DEFESA
O motivo é o mesmo: a venda de jogadores importantes. Após a conquista da Copa do Brasil e da vaga na Libertadores de 2010, o Corinthians negociou três titulares absolutos: Cristian e André Santos foram para o Fenerbahce, da Turquia, enquanto Douglas reforçou o Al Wasl, dos Emirados Árabes.

Em contrapartida, o clube contratou três jogadores: o volante Edu, o atacante Bill e o zagueiro Paulo André, apresentado na última sexta-feira. A diretoria ainda segue em busca de reforços. Atualmente, Andres Sanchez está na Europa negociando com alguns nomes.

Nos dois protestos recentes, os torcedores também reclamaram do preço dos ingressos e ameaçaram não ir ao Pacaembu com a mesma frequência.

No início do ano, as organizadas já haviam criticado o aumento dos valores, justificado pela diretoria principalmente pela chegada de Ronaldo, atualmente lesionado.


NA TV
http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2009/08/02/ult5895u6054.jhtm

sábado, 1 de agosto de 2009

SISTEMA CARCERÁRIO BRASILEIRO


Tendências e Debates

De Suzane a uma análise do sistema carcerário brasileiro
Por Fabíola Leoni

Está previsto para até esta sexta-feira, 31, o resultado do pedido de Suzane von Richthofen para o regime semiaberto. Após cumprir um sexto da pena, a ré confessa do assassinato dos pais, em 2002, luta para passar o dia fora da prisão para trabalhar e voltar à cela apenas para dormir. O Superior Tribunal de Justiça deu a Suzane o direito da solicitação.

Richthofen havia sido condenada a 39 anos de prisão por participar do crime triplamente qualificado e furto junto com os irmãos Cravinhos, também condenados. Daniel Cravinhos era namorado de Suzane na época. A jovem planejou o feito. O casal dormia e foi assassinado com golpes de barra de ferro. Dentre idas e vindas, após chorar ao lado do túmulo dos pais no enterro, Suzane já acusou o promotor de assédio, exibiu ar infantil e inocente em entrevistas e representou perigo ao irmão na disputa por bens da família.

De acordo com um parecer enviado à Justiça pela penitenciária, o comportamento de Suzane foi caracterizado como “exemplar”, um dos requisitos para a ex-estudante obter o benefício do regime semiaberto. Por outro lado, nesta semana, ela foi caracterizada como “dissimulada” por um laudo criminológico de psiquiatras, psicólogos e de uma assistente social. O Ministério Público de Taubaté protocolou na Justiça um parecer contrário à transferência da jovem ao regime semiaberto.

O caso von Richthofen, apesar de se tratar de um crime que chocou o país, é mais um dentre os sem-número de presos que buscam a chamada ressocialização. O condenado passa a ter direito ao regime semiaberto após cumprir um sexto da pena, de acordo com a Lei de Execução Penal. Suzane ficou em prisão preventiva de 2002 a 2005. Em 2006, foi condenada e está detida desde então.

A discussão abre espaço para uma análise do sistema carcerário brasileiro. Nas raízes da prevenção da criminalidade, foi proposta a produção de leis, justas e humanas, adequadas com a realidade social e as necessidades do momento. Quem faz a política criminal acontecer é o legislador, tipificando crimes e estabelecendo as respectivas penas.

No entanto, a atual situação dos presídios brasileiros, superlotados e em condições subumanas, gera penas excessivamente rigorosas e, portanto, inadequadas à realidade social, além de estimular rebeliões. Críticos avaliam que o direito penal brasileiro mostra-se ausente de rumo. Especialistas apontam que a inexistência de uma política criminal única estabelecida pelos poderes executivo e legislativo, além de não conseguir baixar a criminalidade, gera a consciência popular da impunidade, aumenta a morosidade da Justiça criminal e agrava o problema penitenciário.

O objetivo do sistema carcerário brasileiro é reintegrar o condenado ao convívio social, de modo que ele não volte a cometer crimes. A origem etimológica da palavra “pena”, do latim poena, significa castigo, suplício, mas isso não significa que os infratores devam ser desumanamente supliciados. O propósito da pena privativa de liberdade é recuperar, regenerar e ressocializar o infrator. É, inclusive, uma evolução do sistema antigo de execução penal, que punia com o açoite, a mutilação e a própria morte.

No Brasil, o tempo máximo de cumprimento das penas é de 30 anos, de acordo com o artigo 75 do Código Penal. A lei é seguida do parágrafo primeiro, que afirma que “quando o agente for condenado a penas privativas de liberdade cuja soma seja superior a 30 (trinta) anos, devem elas ser unificadas para atender ao limite máximo deste artigo”. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984).

Caso o preso que estiver no regime fechado cumpra a fração de pena exigida e reuna méritos, pode pedir progressão para o regime semiaberto, como é o caso de Suzane. E quem cumpre pena no semiaberto poderá conseguir o direito de progressão para o regime aberto. Mas a análise e a decisão do pedido cabem ao Juiz da Vara de Execuções Penais. Um advogado deverá juntar à petição a comprovação de que o preso apresenta bom comportamento carcerário, reúne méritos e que já preencheu um sexto da pena.

O direito, portanto, foi colocado como um estímulo para que o condenado se adapte e se comporte em conformidade com as normas de disciplina, em processo de reeducação para reinserção social.

A Lei de Crimes Hediondos (Lei 8.072/90) não previa a progressão de regime. Mas, a partir de uma nova lei (11.464/07), foi colocada a possibilidade em caso de crime hediondo para a fração mínima de pena cumprida ser de dois quintos (40%) para primários e de três quintos (60%) para reincidentes.

Caro leitor,
Como você avalia o pedido de progressão de regime de Suzane von Richthofen, que matou os próprios pais?
Você acredita que é possível o sistema carcerário brasileiro alcançar seu objetivo na atual situação dos presídios?
Afinal, você acredita que, tecnicamente, seis anos são realmente o bastante para a ressocialização de um infrator?

Escrito por: Fabíola Leoni


http://opiniaoenoticia.com.br/opiniao/tendencias-debates/de-suzane-a-uma-analise-do-sistema-carcerario-brasileiro/?ga=dtf